
Vejo o mundo cingido por tradições absurdas que ninguém questiona. Sinto as injustiças na pele e o desassossego nas horas e nos minutos que passam.
Tudo parece estúpido e despropositado.
Ouço a tua voz na minha cabeça e ela diz-me para esquecer, para não me prender nestes pensamentos, para avançar... Mas eu não consigo. Não gosto de deixar o mundo para trás.
Sinto-me numa batalha filosófica e existencial para atribuir significado às coisas mundanas que me rodeiam, mas estou a falhar.
Não percebo o significado nem a importância e como tudo hei-de esquecer e perder-me no tempo. E é no Tempo que não penso, que não questiono, só vivo e durmo.
